quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

~ Por falar nas liberdades..

Liberdade de expressão, liberdade de ir e vir.. livre culto religioso.. liberdade. Enfim, e agora esquecendo um pouco o mundo jurídico e pensando nas férias.. no fundo chego a conclusão que para mim nada me dá maior sensação de liberdade que o mar.. seja em dias de chuva ou de sol.. verão ou inverno.

Seria bom morar na praia. Quem sabe um dia..
-rp

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

~ Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas..


Apenas para polemizar, e desde já esclarecendo, não estudei sobre o assunto; não li nada a respeito; não pesquisei; se quer li críticas ou algo sobre sistemas penais. Mas mantenho minha opinião de que na sociedade ignorante na qual vivemos a possível solução é a ignorância, já que a educação falhou. Na infância lembro-me de duas formas que funcionavam bastante bem para aprender alguma regra. Por exemplo, não jogar bola dentro de casa, podia-se aprender perfeitamente apenas respeitando a regra, ou, ainda, após acertar algum vaso com a bola e ficar uma semana sem poder sair e brincar na rua, ou ainda levando alguns tapas..

No país que vivemos muitos não conseguem aprender apenas respeitando a regra, até porque nosso país tem uma educação pior do que ruim! Para ser ruim temos que melhorar muito! E bom, ressocialização é uma grande mentira, o que se faz é depositar o condenado num local onde ele vai apanhar (dos próprios presidiários ou enfim..), aprender a cometer outros crimes, voltar com para a sociedade ao final pior do que quando entrou, ou quem sabe melhor, não porque aprendeu algo.. sim pelo medo de retornar ao cárcere.

O grande problema nisso tudo é que não educamos, e não podemos punir! Afinal, nosso objetivo declarado é ressocializar, então nos obrigamos a por grades nas janelas de casa, não sair na rua a qualquer horário, esconder objetos de valor, e acabamos por prender o indivíduo inocente e a vítima em sua casa ou qualquer outro lugar que represente segurança, em favor da violência.

Se começassemos a bater (apenas uma metáfora), o que será que aconteceria?

Se a segurança pública fosse a base de força? Sim, força! Muito diferente de violência, que é o uso de força de forma gratuita; esta seria uma reação a uma violência anterior.

Quem sabe seria possível novamente, punindo, ainda de que forma rigorosa, os criminosos (do praticante de furto ao que desvia verbas públicas!), voltar a dar dignidade as vítimas e inocentes que hoje apanham sem o direito de se defender.

Fique a vontade (quem leu até aqui!) para fazer suas críticas, antevendo quem diga que é possível estudar esses presos e criar políticas públicas que resolvam, dar dignidade, ressocializar deixo como resposta, mas aberto a discusões: não criarás regras em relação ao padrão de comportamento humano. Eduque na infância, ou bata, e aqui entenda-se prisões com períodos maiores, perda dos bens, etc., quando adulto, fora o conhecimento a segunda forma que conheço de controle com o melhor resultado é a força (punição também ressocializa!). Além disso, a ignorância da sociedade rotula o condenado, que mesmo após estar em liberdade será sempre um condenado, ressocialização apenas dos detentos em quase nada ajudaria.


~ rp (leiam o post abaixo, muito bom, e parabéns ao 'postmaster' e amigo)

domingo, 27 de setembro de 2009

Do Tempo...


Faz um tempo que não postamos nada...Admito, faz um tempo que já não tenho tempo.
A vida de acadêmico impõe limitações, as quais jamais imaginaria ter. O trabalho, a chuva, os livros, o tênis rasgado, o ziper da mochila que não fecha, a chuva, o sono, o artigo, o sono, o sono, o café, o café, o café...Já passou da 01:00.
Ideias não faltam, afinal andando aqui pelas ruas, tanto da cidade como do limbo político-jurídico tupiniquim, assunto é o que não falta pra ser tratado. Mas não dá...Ou produzo ou durmo as 5 mízeras horas que me restam.
Questiono-me se os ilustres juristas deste país passaram por esse caminho árduo pelo qual deixo cair a casca dourada do tempo? Teria Lenio Streck varado marugadas sustentado por cafeína em prol de sua produção? Nosso querido Alexandre Morais, teria abdicado de noitadas de sábado promissoras? O Marco Marrafon teria deixado de jogar bola pra ler Kelsen? Sei lá...prefiro imaginar que sim, é mais reconfortante.
Como bem cita o filósofo contemporâneo Falcão, meu santo ta cansado. Os outros dois postmasters (que chique) nem sei se lembram do blog.
Fico por aqui...Preciso voltar pra um artigo. Quando receber meu vale-tempo, talvez poste algo melhor...

sábado, 2 de maio de 2009

Crítica a (falta de) ética no Brasil.

Interessante ver em nosso país como gostam os políticos brasileiros de falar em ética. Interessante também é o jeito como usam a mesma, e sim, quando digo usam estou me referindo a manutenção desta ao contexto, não a ser ético. Todos os políticos se dizem éticos, e o que mais observo é a grandeza do próprio interesse destes em seu trabalho. Egoísmo.
A ética no congresso, no executivo, e pasmem, na sociedade como um todo, é construída de duas formas, quando se trata de um indivíduo próximo, então ética se liga a proteção, afinal todos são humanos e têm o direito de errar.. blá blá blá, usa-se a ética para eximir o indivíduo errado da responsabilidade, é o que se faz na proteção partidária, como pode um político do mesmo partido acusar seu companheiro?! Ou permitir que este perca seu mandato, quiçá seja punido! A segunda ética vem representar a acusação e a defesa dos princípios e responsabilidades morais basilares da sociedade, quando o agente acusado, errado, ou o que seja este, é de outro grupo, seja opositor ou não, importando apenas que não seja do grupo de quem o julga, então o que se busca é punir! Ou aplicar o direito em seus moldes, abrindo mão da proteção e partindo para a denúncia.
A existência dessa dupla ética, seja uma para os próximos e outra para os diversos, é simples falta da mesma. Não sei se confundem, nossos representantes democraticamente eleitos, ética com moral ou se apenas acham essa uma palavra bonita e forte para ser inserida em seus discursos, mas o que sei é que quando falam, usam muito a palavra ética, pois bem, concluo: deveriam usar a ética em suas vidas, não em seus discursos. Votar benefícios para si em uma atitude corrupta e egoísta, desviar verbas, usarem seu trabalho e cargo em benefício próprio e pensar em seus interesses acima dos do povo não é ético. Uma coisa que aprendi é que quanto mais as pessoas que compõem a sociedade tiverem a capacidade de pensar, saírem da ignorância, tiverem educação, menos crimes acontecerão, menos corrupção existirá, menos pobreza, menos fome, mais ordem e progresso. Educação é o baluarte da sociedade responsável, pena que o Brasil não é um país sério, ao menos não parece.


*artigo pensado após ver os índices do país no teste do ENEM (que é bastante simples por sinal, não se comparando à uma prova de universidade federal ou concurso por exemplo) e ouvir que a culpa é do professor, que este deve cobrar mais o aprendizado, ou ainda, que a culpa é do teste (do teste?!). A culpa é da falta de educação ou educação precária que é disponibilizada a grandes números de estudantes nesse país.



Por rp.



~~



domingo, 8 de março de 2009

Estamos sozinhos na chuva (?)


Ééé senhores...Lembram-se daquele singelo post, "Estamos sozinhos na chuva", que foi escrito originalmente no 1º mutatis (http://m-mutandis.blogspot.com/2008/08/estamos-sozinhos-na-chuva.html) com data de 19 de agosto de 2008 e posteriormente trazido aqui pro novo mutatis?
Agora ele é sagrado pelo ilustre voto (pasmem, vencido) da desembargadora Salete Sommariva no recurso impetrado contra decisão que condenou o pedreiro Oscar no caso Gabrielli. Vejam:
http://gazetadejoinville.blogspot.com/2009/03/editorial-foi-mais-que-um-voto.html
Nem todos estão loucos neste estranho judiciário...E que venha o STJ

Diego Lima

quarta-feira, 4 de março de 2009

O começo do fim

Pronto senhores...O medo se concretiza. O primeiro nefasto precedente se abre, para salvação dos "de poucas luzes" e para nosso desespero...O que já está defasado, agora tende a piorar.
Vejam:

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2426249.xml

Insurjamo-nos.

Por Diego Lima

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

(Im)plantando paradigmas


Para dissertar a respeito da evolução inter-relacional humana difícil seria estabelecer uma constante antropológica segura para se referir às matrizes econômicas pelas quais teriam passado os povos primitivos, todavia, não é segredo algum que a história culminou no presente cenário onde vivemos à margem da ficção capitalista, em sensível prejudicialidade ao individualismo e em benefício da objetificação do sujeito...Amedrontadora é a ideia de que o evolucionismo de Darwin chegara ao colapso com a sociedade moderna.
Com o avanço cada vez mais voraz do ideal capitalista, baluarte remanescente da Modernidade falida, salta aos olhos a mitigação das inter-relações necessárias a manutenção da harmonia e sustentabilidade sociais. A luta (imaginária) pela sobrevivência impulsiona a competição onde o ente já não mais possui consciência de seu nicho social, o plano neoliberalista encarrega-se de etiquetar, enumerar e tornar a sociedade um mar de beócios.
O que temos atualmente é um sistema pedagógico pífio, onde os indivíduos são moldados à vida produtiva, mecanizados para servirem ao ideal competitivo. Na maior parte do ensino fundamental, sem qualquer embasamento filosófico, a socialização primária exclui desde logo qualquer chance de uma introdução filantrópica.
Fundados ainda na derrocada Filosofia da Consciência, os entes sociais abstraem a "verdade" de um hedonismo torpe, onde não há lugar para a consideração do alter. A doutrina moral herdada de Kant cai por terra, em benefício da acomodação ao status quo. O senso comum (que não é teórico, pois o teórico já perdeu seu lugar para o pragmatismo) é uma onda fúnebre que contradiz o evolucionismo Darwiniano ao apontar que em pleno estado de evolução intelectual humana ainda se verifiquem tantas mazelas sociais.
Utópico é acreditar que o Direito, legitimado(?) pelo Estado Democrático (ironicamente) de Direito é a panacéia para os males sociais. A bem da verdade, a lógica neoliberal outorga ao Estado o "assassinato sob o pálio da lei" (Herkenhoff) dos subprodutos do sistema, o que faz aumentar paradoxalmente, a "violância simbólica" (Bourdieu) e ao mesmo tempo a tranquilidade frente ao sistema, pois não mais é preciso evoluir, a sociedade inerte já possui pão e circo, de nada importa qualquer senso crítico vez que "tudo está bem", os guris do sinal estão no sinal, os mendigos estão sob as marquises, os corrutos estão no governo e a sociedade...A sociedade está feliz com seus salários, suas casas, suas novelas.
É chegada hora de se instaurar um novo paradigma e isso há de ser promovido sobretudo nas raízes pedagógicas do cidadão: o ensino fundamental. A educação propedeutica é a base para o ressurgimento da moralidade perdida com o passar do tempo com vistas a um devir solidário, onde os entes sociais estarão comprometidos em um métier pós-moderno, onde se elimine "o olhar como objeto a" (Lacan) vez que a distância entre os entes será cada vez mais desmistificada.
Interessante notar que a pedagogia atual se furtou da tarefa essencial de introduzir o ser no cenário ecológico onde se reconhecem os laços que ligam todos os entes de maneira universal. Resgatar o princípio filantrópico da cooperação mútua onde predomine a constante da solidariedade e revolucionar a socialização primária instaurando a Filosofia da Linguagem em benefício do constante crescimento intelectual dos entes, vez que se eliminaria o conhecimento retirado do plano ideal e admitindo que toda forma de conhecimento é formada através da interação semântica entre os sujeitos (Habermas) são propostas para uma reviravolta paradigmática na busca do tão sonhado "mundo melhor"

Por Diego Lima