terça-feira, 4 de maio de 2010

Sou só eu ou o mundo está louco?


Hoje como de sempre cheguei da faculdade cansado, liguei o pc e fui dar uma olhada na FolhaOnline...De cara havia uma matéria:

Tela de Picasso é vendida por R$ 187 milhões e bate recorde

Falei na hora: Para né! Porra, na pré escola eu desenhava coisas parecidas com isso aí>>>> e ninguém me dava sequer um parabéns, agora vêm me dizer que pagaram 187 milhões numa pintura de uma cabeça de mulher, uma outra pelada no chão, uns trevos e umas pitangas numa bandeja?! É claro que um socialite com um charuto e um copo com whisky riria de mim e me chamaria de estúpido...Mas e daí? Abaixo a HIPOCRISIA! Cultura e produção inteletual é uma coisa, que sem dúvida tem lá seu valor, mas é inadmissível para os seres em sã consciência que em pleno séulo XXI, enquanto milhares de pessoas são privadas de direitos básicos como moradia, educação, alimentação e cerveja gelada um valor tão significativo seja gasto em um quadro...
Prefiro continuar um estúpido a pactuar com isso...Falou, to indo pintar.

By Diego

domingo, 28 de março de 2010

Algo que odeio:

Entregar a decisão do futuro de um possível meliante a 7 leigos...7 pessoas que deveriam representar a mim e a você e que têm o mesmo conhecimento jurídico que tem aquele bando de desocupados que ficam em volta do fórum gritando coisas como "mãe to na globo". A propósito, naqueles tempos tive um sonho enviado pela deusa Thêmis, e agora vejam algo sobre a racionalidade do Tribunal de Júri, clique aqui.
Culpados ou não, os Nardoni (e qualquer um que tenha a desprazer de ir pro júri) foram julgados por um tablóide qualquer, pelo Jornal Nacional, pelo Datena, enfim, pelo terrorismo midiático, não pelo povo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

(In)surgir



Ao ingressar no curso de Direito, creio que despertei um senso (já latente) de um anacrônico revolucionário latino-americano, com uma necessidade de usar um allstar, camiseta do Che, com pedras na mão bradando si hay gobierno, soy contra!...Graças a Deus me desenganei a tempo e entendi como se joga o jogo deles, o jogo de não ver que estão jogando (Laing).

A bem da verdade, a revolução não será televisionada, rebeldes sem causa com seus standards de incoerência não prosperarão face as falácias de uma modernidade falida, como é o caso do Brasil.

Dia desses quando ia para o trabalho, deparei-me com uma pequena passeata de um grupo de pré-adolescentes. Balbuciavam um monte de coisas e custei a entender que se insurgiam contra o aumento da passagem na rede municipal de circulares. Aquela cena me fez pensar em quão inocentes são os revolucionários de hoje. Quem é que liga para um pequeno grupo de crianças de intelecto duvidoso, gritando palavrões com faixas de E.V.A.?

Ora, hoje em dia já não se liga mais nem pra decisões do STF, como quando em novembro passado o Senado não acatou a decisão que determinava a cassação do mandato do senador Expedito Júnior (PSDB-RO), o que dirão então sobre a opinião pública? Aaah...A opinião pública, completamente levada pelos ventos midiáticos, a população parece ser escrava de um capitalismo torpe e encontra-se mais preocupada com qual será o próximo eliminado do BBB, do que com aquilo que ocorre nas governanças públicas.

Em sua maior parte a população sequer tem aquele parco espírito de luta (ainda que inócuo) presente nas vozes dos jovens que protestavam contra o aumento das passagens. O sistema é perfeito: o povo faz o que a mídia quer e o governo não implanta disciplinas como filosofia, sociologia e direito constitucional no ensino propedêutico, pois não deseja criar monstros que ao invés de gritar em praças escrevam artigos, cartas, manifestos, ações populares e assim seguimos com nossas bolsas auxílio, novelas, reality shows, escândalos diários, criminalidade, aumento da gasolina, carnavais, etc... Tudo ocupando seu nicho na teia da vida.

As janelas do país estão quebradas pelo lado de dentro (Miranda Coutinho) e já nos acostumamos com esta imagem, tanto que os escândalos políticos já não possuem mais nada de escandalosos, são mais que triviais. Um sobrepõe o outro de forma que ninguém seja responsabilizado... Mensalão, cartões corporativos, satiagraha, Sarney, Arruda (devo ter esquecido algo...), uma formidável sobreposição cronológica de casos. A medida que ganhamos presentes novos, esquecemos dos velhos.

Com uma despretensiosa análise antropológica, nota-se que paradoxalmente a liberdade do Estado de Direito acomoda o povo na caverna de Platão, ao contrário do que ocorria na ditadura, donde herdamos inigualáveis produções musical, artística e intelectual como um todo.

E a solução? Ah...A solução é mais velha que guardar água na geladeira em garrafa pet (e tão fácil quanto). Como venho escrevendo em posts anteriores, a solução é uma revolução na propedêutica educacional, ou seja, criar pilares sólidos para uma sociedade em crise investindo tudo que temos em educação.

O revolucionário contemporâneo não revoluciona nada pelas armas, mas sim por sua capacidade de não usá-las e ser notado.


Diego Lima

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

~ Por falar nas liberdades..

Liberdade de expressão, liberdade de ir e vir.. livre culto religioso.. liberdade. Enfim, e agora esquecendo um pouco o mundo jurídico e pensando nas férias.. no fundo chego a conclusão que para mim nada me dá maior sensação de liberdade que o mar.. seja em dias de chuva ou de sol.. verão ou inverno.

Seria bom morar na praia. Quem sabe um dia..
-rp

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

~ Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas..


Apenas para polemizar, e desde já esclarecendo, não estudei sobre o assunto; não li nada a respeito; não pesquisei; se quer li críticas ou algo sobre sistemas penais. Mas mantenho minha opinião de que na sociedade ignorante na qual vivemos a possível solução é a ignorância, já que a educação falhou. Na infância lembro-me de duas formas que funcionavam bastante bem para aprender alguma regra. Por exemplo, não jogar bola dentro de casa, podia-se aprender perfeitamente apenas respeitando a regra, ou, ainda, após acertar algum vaso com a bola e ficar uma semana sem poder sair e brincar na rua, ou ainda levando alguns tapas..

No país que vivemos muitos não conseguem aprender apenas respeitando a regra, até porque nosso país tem uma educação pior do que ruim! Para ser ruim temos que melhorar muito! E bom, ressocialização é uma grande mentira, o que se faz é depositar o condenado num local onde ele vai apanhar (dos próprios presidiários ou enfim..), aprender a cometer outros crimes, voltar com para a sociedade ao final pior do que quando entrou, ou quem sabe melhor, não porque aprendeu algo.. sim pelo medo de retornar ao cárcere.

O grande problema nisso tudo é que não educamos, e não podemos punir! Afinal, nosso objetivo declarado é ressocializar, então nos obrigamos a por grades nas janelas de casa, não sair na rua a qualquer horário, esconder objetos de valor, e acabamos por prender o indivíduo inocente e a vítima em sua casa ou qualquer outro lugar que represente segurança, em favor da violência.

Se começassemos a bater (apenas uma metáfora), o que será que aconteceria?

Se a segurança pública fosse a base de força? Sim, força! Muito diferente de violência, que é o uso de força de forma gratuita; esta seria uma reação a uma violência anterior.

Quem sabe seria possível novamente, punindo, ainda de que forma rigorosa, os criminosos (do praticante de furto ao que desvia verbas públicas!), voltar a dar dignidade as vítimas e inocentes que hoje apanham sem o direito de se defender.

Fique a vontade (quem leu até aqui!) para fazer suas críticas, antevendo quem diga que é possível estudar esses presos e criar políticas públicas que resolvam, dar dignidade, ressocializar deixo como resposta, mas aberto a discusões: não criarás regras em relação ao padrão de comportamento humano. Eduque na infância, ou bata, e aqui entenda-se prisões com períodos maiores, perda dos bens, etc., quando adulto, fora o conhecimento a segunda forma que conheço de controle com o melhor resultado é a força (punição também ressocializa!). Além disso, a ignorância da sociedade rotula o condenado, que mesmo após estar em liberdade será sempre um condenado, ressocialização apenas dos detentos em quase nada ajudaria.


~ rp (leiam o post abaixo, muito bom, e parabéns ao 'postmaster' e amigo)

domingo, 27 de setembro de 2009

Do Tempo...


Faz um tempo que não postamos nada...Admito, faz um tempo que já não tenho tempo.
A vida de acadêmico impõe limitações, as quais jamais imaginaria ter. O trabalho, a chuva, os livros, o tênis rasgado, o ziper da mochila que não fecha, a chuva, o sono, o artigo, o sono, o sono, o café, o café, o café...Já passou da 01:00.
Ideias não faltam, afinal andando aqui pelas ruas, tanto da cidade como do limbo político-jurídico tupiniquim, assunto é o que não falta pra ser tratado. Mas não dá...Ou produzo ou durmo as 5 mízeras horas que me restam.
Questiono-me se os ilustres juristas deste país passaram por esse caminho árduo pelo qual deixo cair a casca dourada do tempo? Teria Lenio Streck varado marugadas sustentado por cafeína em prol de sua produção? Nosso querido Alexandre Morais, teria abdicado de noitadas de sábado promissoras? O Marco Marrafon teria deixado de jogar bola pra ler Kelsen? Sei lá...prefiro imaginar que sim, é mais reconfortante.
Como bem cita o filósofo contemporâneo Falcão, meu santo ta cansado. Os outros dois postmasters (que chique) nem sei se lembram do blog.
Fico por aqui...Preciso voltar pra um artigo. Quando receber meu vale-tempo, talvez poste algo melhor...

sábado, 2 de maio de 2009

Crítica a (falta de) ética no Brasil.

Interessante ver em nosso país como gostam os políticos brasileiros de falar em ética. Interessante também é o jeito como usam a mesma, e sim, quando digo usam estou me referindo a manutenção desta ao contexto, não a ser ético. Todos os políticos se dizem éticos, e o que mais observo é a grandeza do próprio interesse destes em seu trabalho. Egoísmo.
A ética no congresso, no executivo, e pasmem, na sociedade como um todo, é construída de duas formas, quando se trata de um indivíduo próximo, então ética se liga a proteção, afinal todos são humanos e têm o direito de errar.. blá blá blá, usa-se a ética para eximir o indivíduo errado da responsabilidade, é o que se faz na proteção partidária, como pode um político do mesmo partido acusar seu companheiro?! Ou permitir que este perca seu mandato, quiçá seja punido! A segunda ética vem representar a acusação e a defesa dos princípios e responsabilidades morais basilares da sociedade, quando o agente acusado, errado, ou o que seja este, é de outro grupo, seja opositor ou não, importando apenas que não seja do grupo de quem o julga, então o que se busca é punir! Ou aplicar o direito em seus moldes, abrindo mão da proteção e partindo para a denúncia.
A existência dessa dupla ética, seja uma para os próximos e outra para os diversos, é simples falta da mesma. Não sei se confundem, nossos representantes democraticamente eleitos, ética com moral ou se apenas acham essa uma palavra bonita e forte para ser inserida em seus discursos, mas o que sei é que quando falam, usam muito a palavra ética, pois bem, concluo: deveriam usar a ética em suas vidas, não em seus discursos. Votar benefícios para si em uma atitude corrupta e egoísta, desviar verbas, usarem seu trabalho e cargo em benefício próprio e pensar em seus interesses acima dos do povo não é ético. Uma coisa que aprendi é que quanto mais as pessoas que compõem a sociedade tiverem a capacidade de pensar, saírem da ignorância, tiverem educação, menos crimes acontecerão, menos corrupção existirá, menos pobreza, menos fome, mais ordem e progresso. Educação é o baluarte da sociedade responsável, pena que o Brasil não é um país sério, ao menos não parece.


*artigo pensado após ver os índices do país no teste do ENEM (que é bastante simples por sinal, não se comparando à uma prova de universidade federal ou concurso por exemplo) e ouvir que a culpa é do professor, que este deve cobrar mais o aprendizado, ou ainda, que a culpa é do teste (do teste?!). A culpa é da falta de educação ou educação precária que é disponibilizada a grandes números de estudantes nesse país.



Por rp.



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